ao longo dos quase 40 anos de carreira, Belchior foi um artista enigmático, mas também revelou sentimentos que embalaram gerações. Compôs letras que retratam o amor, as angústias da juventude, a saudade de casa, a dureza das cidades e o medo de avião, mas também soube refletir sobre política e sociedade em uma produção de mais de 20 discos.

“Estava mais angustiado que um goleiro na hora do gol”

2017 -Uma frase simples, de compreensão óbvia para qualquer um com o mínimo de noção sobre futebol. E que, ao mesmo tempo, diz tanto a quem vive o esporte intensamente. Principalmente, a quem já compartilhou a angústia sob as traves. A afirmação do compositor, no fim das contas, se desdobra em uma reflexão sobre o amor. Sobre a “Divina Comédia Humana”, faixa que, misturando Dante Alighieri e Olavo Bilac em suas estrofes, dá nome a um de seus principais álbuns, lançado em 1991.

Ao longo dos quase 40 anos de carreira, Belchior foi um artista enigmático, mas também revelou sentimentos que embalaram gerações. Compôs letras que retratam o amor, as angústias da juventude, a saudade de casa, a dureza das cidades e o medo de avião, mas também soube refletir sobre política e sociedade em uma produção de mais de 20 discos.

O cantor e compositor cearense, de 70 anos, morreu na madrugada deste domingo (30) em Santa Cruz do Sul (RS). A polícia informou que o artista morreu de causas naturais. A ex-mulher do músico, Ângela Margareth, disse  que ele teve um infarto.

“Mucuripe” (1972)
Primeiro sucesso de Belchior, que criou a música com o amigo Fagner. Foi gravada por Elis Regina no álbum “Elis”, de 1972. Foi a partir de então que o artista cearense se tornou conhecido nacionalmente e, mais tarde, mudou-se do Ceará para São Paulo. A canção também ganhou uma versão de Roberto Carlos.

“A palo seco” (1974)
Música que deu título ao primeiro disco do cantor, e também entrou no “Alucinação” (1976). Um de seus primeiros sucessos, ganhou algumas versões no decorrer da história, entre elas a de Oswaldo Montenegro e a do grupo Los Hermanos – que chegou a cantá-la junto ao próprio músico.

“Alucinação” (1976)
Fala sobre a rotina, a juventude e a solidão das pessoas nas capitais, um tema recorrente da produção de Belchior. Eternizou uma de suas frases clássicas – “amar e mudar as coisas me interessa mais” – e deu nome ao segundo álbum do cantor.

“Como nossos pais” (1976)
Na voz de Elis Regina, que a incluiu no álbum “Falso brilhante” (também de 1976), se tornou um dos maiores clássicos da música brasileira. Apareceu também no segundo álbum do compositor, “Alucinação”. Em meio ao regime militar no Brasil, a letra retrata a desilusão de uma juventude reprimida, mas também fala de esperança e luta por mudanças.

“Apenas um rapaz latino-americano'” (1976)
Uma das muitas canções que narram a experiência pessoal do cantor ao deixar o Ceará. Também faz uma crítica irônica ao autoritarismo do período, que afetava a criação dos artistas: “Não me peça que eu lhe faça / Uma canção como se deve / Correta, branca, suave / Muito limpa, muito leve”. Também foi lançada no disco “Alucinação”.

“Coração selvagem” (1977)
Um hino romântico do músico, lançada no álbum que é considerado por muitos sua obra-prima. Uma espécie de blues à brasileira, com letra e melodia intensas. Recentemente, voltou às rádios em uma versão da cantora Ana Carolina.

“Todo sujo de batom” (1977)
Mais uma do disco “Coração selvagem”. Fala sobre as inspirações para compor e as angústias da juventude, tema recorrente em seu repertório.

“Divina comédia humana” (1978)
Belchior era um fã declarado da “Divina comédia”, de Dante Alighieri, e chegou a tocar projetos inspirados na obra. Aqui, ele faz sua versão musical, que fala sobre o céu e o inferno de um amor. A canção faz parte do disco “Todos os sentidos”.

“Medo de avião” (1979)
Outro assunto que apareceu algumas vezes na produção do artista foi seu medo de avião. A mais famosa canção sobre o assunto, do disco “Era uma vez um homem e seu tempo”, conta a história de um homem que se apaixonou durante um voo – ao segurar a mão da amada para aliviar o temor.

“Tudo outra vez” (1979)
Nessa, Belchior fala sobre estar longe de casa. Lançada no ano em que foi promulgada a Lei da Anistia, a letra foi interpretada como um retrato do sentimento dos exilados pela ditadura militar. Também faz parte do álbum “Era uma vez um homem e seu tempo”.

Fatos históricos
  • 311 — Termina a perseguição de Diocleciano dos cristãos no Império Romano.
  • 313 — Batalha de Tzíralo: o imperador Licínio derrota Maximino Daia e unifica sob seu comando todo o Império Romano do Oriente.
  • 642 — Quindasvinto é proclamado rei pela nobreza e bispos visigodos.
  • 1315 — Enguerrando de Marigny, conselheiro do rei Filipe IV de França, é enforcado em Montfaucon.
  • 1489 — Aprovada pelo Papa Inocêncio VIII a Ordem da Imaculada Conceição.
    1492 — Espanha dá a Cristóvão Colombo sua autorização de exploração.
  • 1531 – O português Martín Alonso de Souza desembarca no lugar que, mais tarde, seria a cidade do Rio de Janeiro.
  • 1776 – Nasce Nicolas Rodríguez Peña, herói da independência argentina.
  • 1789 – George Washington é eleito o primeiro presidente dos Estados Unidos.
  • 1870 – O novo regime francês, uma espécie de monarquia parlamentar, não o impedediu Napoleão de recorrer à repressão: sob o pretexto de controlar supostos “complôs”, o governo manda prender e processar todos os integrantes da Internacional na França.
  • 1803 – Napoleão Bonaparte vende o território da Louisiana aos Estados Unidos por 80 milhões de francos.
  • 1897 – O físico britânico Joseph John Thompson anuncia o descobrimento do elétron, partícula elemental do átomo.
  • 1900 – O governo norte-americano outorga às ilhas do Hawaí o estatuto de território vinculado aos Estados Unidos.
  • 1896 – O Senado argentino celebra sua primeira sessão no prédio especialmente construído para abrigar a instituição.
  • 1932 – Com a abertura do ano letivo, a Faculdade de Direito do largo São Francisco, em São Paulo (Brasil), iniciou o tradicional trote: o cortejo de alunos ridicularizava vários líderes do tenentismo que apoiavam Getúlio Vargas. O povo gostou do que viu e engrossou o cortejo, transformando-o em manifestação política.
  • 1933 – O presidente peruano Luis Sánchez Cerro é assassinado em Lima.
  • 1939 – A Exposição Universal é inaugurada em Nova York.
  • 1942 – Um avião brasileiro recebe o nome do patriarca da imprensa no país, Hipólito José da Costa, dentro da Campanha Nacional da Aviação Civil, de Assis Chateaubriand.
  • 1948 – É fundada a Organização dos Estados Americanos (OEA) na IX Conferência Interamericana, realizada em Bogotá (Colômbia).
  • 1973 – Morre o poeta argentino Aldo Pellegrini.
  • 1975 – O regime sul-vietnamita entra em colapso, incapaz de conter as ofensivas dos vietcongs e do Vietnã do Norte. Os comunistas tomam Saigon em 30 de abril de 1975, pondo fim à Guerra do Vietnã.
  • 1984 – O Ministro da Justiça colombiano, Rodrigo Lara Borilla, é assassinado em Bogotá (Colômbia) pela máfia de traficantes, a qual ele combatia energicamente.
  • 1987 – O ministro de Exterior da Nicarágua, o sacerdote Miguel d’Escoto, recebe o Prêmio Lenin da Paz.
  • 2001 – O primeiro turista espacial da história, o milionário norte-americano Dennis Tito, chega à Estação Espacial Internacional na nave russa Soyuz TM-32.
  • 2004 — Conselho de Segurança das Nações Unidas cria a missão de paz MINUSTAH.
  • 2008 — Naufrágio do Assalama: o ferribote da companhia espanhola Naviera Armas encalha ao largo de Tarfaya (sul de Marrocos) com 113 passageiros, 30 tripulantes e 60 automóveis a bordo; não houve baixas.
  • 2009 — Sete pessoas morrem e outras dez são feridas em um desfile do Dia da Rainha em Apeldoorn, Países Baixos, em uma tentativa de assassinato da rainha Beatriz.
  • 2013 — Abdica a rainha Beatriz dos Países Baixos, em favor de seu filho, Guilherme Alexandre.
  • 2015 — Lançada contra a superfície de Mercúrio, a sonda espacial MESSENGER encerra sua missão de 11 anos ao planeta.
  • 2017 – Antônio Carlos Belchior, mais conhecido simplesmente como Belchior, cantou sobre angústias da juventude e medo de avião, mas também refletiu sobre política e sociedade.

Não quero o que a cabeça pensa,
Eu quero o que a alma deseja.

Belchior

Foto do Dia

llustração do designer Marcos Paulo Drumond para comemorar os 70 anos do cantor, no ano passado. INSTAGRAM @MPDRUMOND
2017- llustração do designer Marcos Paulo Drumond para comemorar os 70 anos do cantor, no ano passado. INSTAGRAM @MPDRUMOND
Nascimentos
»1245 — Filipe III de França (m. 1285).
1602 — Robert Baillie, teólogo escocês (m. 1662).
1662 — Maria II de Inglaterra (m. 1694).
1723 — Mathurin Jacques Brisson, naturalista francês (m. 1806).
1771 — Hosea Ballou, teólogo americano (m. 1852).
1777 — Carl Friedrich Gauss, matemático e astrônomo alemão (m. 1855).
1803 — Albrecht von Roon, político prussiano (m. 1879).
1812 — Kaspar Hauser, jovem alemão (m. 1833).
1823 — George Campbell, 8.º Duque de Argyll (m. 1900).
1839 — Floriano Peixoto, político brasileiro (m. 1895).
1845 — Oliveira Martins, escritor e politico português (m. 1894).
1857 — Eugen Bleuler, psiquiatra suíço (m. 1940).
1864 — Juhan Liiv, poeta e escritor estoniano (m. 1913).
1865 — Max Nettlau, anarquista e historiador alemão (m. 1944).
1869 — Hans Poelzig, arquiteto alemão (m. 1936).
1870 — Franz Lehár, compositor austríaco (m. 1948).
1881 — Doroteia de Saxe-Coburgo-Gota, duquesa de Schleswig-Holstein (m. 1967).
1883 — Jaroslav Hašek, escritor tcheco (m. 1923).
1893
Gyula Breyer, enxadrista húngaro (m. 1923).
Joachim von Ribbentrop, diplomata alemão (m. 1946).
1897 — Humberto Mauro, cineasta brasileiro (m. 1983).
1901 — Simon Kuznets, economista ucraniano (m. 1985).
1902 — Theodore Schultz, economista norte-americano (m. 1998).
1909 — Juliana dos Países Baixos (m. 2004).
1914
Carlos Lacerda, jornalista, escritor e político brasileiro (m. 1977).
Dorival Caymmi, cantor, compositor e pintor brasileiro (m. 2008).
1916 — Claude Shannon, matemático estadunidense (m. 2001).
1925 — Corinne Calvet, atriz francesa (m. 2001).
1926 — Cloris Leachman, atriz norte-americana.
1932 — Mário Travaglini, futebolista e treinador de futebol brasileiro (m. 2014).
1940 — Burt Young, ator norte-americano.
1943
Frederick Chiluba, político zambiano (m. 2011).
José Massa, político brasileiro (m. 2011).
1946
Bill Plympton, animador norte-americano.
Carlos XVI Gustavo da Suécia.
Don Schollander, ex-nadador norte-americano.
1947 — Finn Kalvik, cantor norueguês.
1949 — António Guterres, político português.
1954 — Jane Campion, realizadora neozelandesa.
1955 — Roberto Justus, apresentador, publicitário, empresário e cantor brasileiro.
1956
Jorge Chaminé, barítono português.
Lars von Trier, cineasta dinamarquês.
Michael Wright, ator norte-americano
1957 — Héctor Zelada, ex-futebolista argentino.
1959 — Stephen Harper, político canadense.
1961
Isiah Thomas, ex-jogador de basquete norte-americano.
Franky Van Der Elst, ex-futebolista e treinador de futebol belga.
Arnór Guðjohnsen, ex-futebolista islandês.
Thomas Schaaf, treinador alemão de futebol.
1963
Michael Waltrip, automobilista norte-americano.
Mo Johnston, ex-futebolista britânico.
1964
Lorenzo Staelens, ex-futebolista belga.
Tony Fernandes, empresário malaio.
1965
Adrian Pasdar, ator norte-americano.
Catalino Rivarola, ex-futebolista paraguaio.
Eddie McGoldrick, ex-futebolista irlandês.
1966 — Dave Meggett, ex-jogador profissional de futebol americano estadunidense.
1967 — Philipp Kirkorov, cantor russo.
1968
Mike Matusow, jogador de pôquer estadunidense.
Flávio Dino, político brasileiro.
1969
Paulo Jr., músico brasileiro.
Gabriel Chalita, filósofo, escritor e político brasileiro.
1971
John Boyne, novelista irlandês.
Kuki, ex-futebolista brasileiro.
1972 — Hiroaki Morishima, ex-futebolista japonês.
1973 — Jeff Timmons, cantor estadunidense.
1975
Johnny Galecki, ator norte-americano.
Darren Manning, automobilista britânico.
Elliott Sadler, automobilista norte-americano.
1976 — Amanda Palmer, cantora norte-americana.
1977 — Alexandra Holden, atriz norte-americana.
1978
Simone Barone, futebolista italiano.
Boban Jančevski, futebolista macedônio.
1979 — Gerardo Torrado, futebolista mexicano.
1980 — Mauricio Molina, futebolista colombiano.
1981
Cândido Costa, futebolista português.
John O’Shea, futebolista irlandês.
Kunal Nayyar, ator britânico.
1982
Drew Seeley, ator e cantor canadense.
Kirsten Dunst, atriz norte-americana.
Mario Lička, futebolista tcheco.
Lloyd Banks, rapper norte-americano.
Miro, futebolista moçambicano.
Francis, futebolista brasileiro.
1983
Leandro Vissotto Neves, jogador brasileiro de vôlei.
Vicente, futebolista brasileiro.
1984 — Shawn Daivari, wrestler norte-americano.
1985
Alex Maranhão, futebolista brasileiro.
Gal Gadot, atriz israelense.
1986 — Dianna Agron, atriz norte-americana.
1989
Kohei Shimizu, futebolista japonês.
Baauer, DJ e produtor musical norte-americano.
1992 — Christoph Knasmüllner, futebolista austríaco.
1992 — Marc-André ter Stegen, futebolista alemão.
1993 — Henry Zaga, ator e modelo brasileiro.
2002 — Giovanna Rispoli, atriz brasileira.
Falecimentos
»65 — Lucano, poeta romano (n. 39).
1544 — Thomas Audley, juiz inglês (n. 1488).
1660 — Petrus Scriverius, escritor neerlandês (n. 1576).
1696 — Robert Plot, naturalista britânico (n. 1640).
1831 — Elizabeth Herbert, Condessa de Pembroke e Montgomery (n. 1737).
1841 — Peter Andreas Heiberg, escritor e filólogo dinamarquês (b. 1758).
1857 — Maria do Reino Unido (n. 1776).
1883 — Édouard Manet, pintor impressionista francês (n. 1832).
1936 — Alfred Edward Housman, poeta britânico (n. 1859).
1943 — Otto Jespersen, filólogo dinamarquês (n. 1860).
1945
Adolf Hitler, político alemão (n. 1889).
Eva Braun, esposa de Hitler (n. 1912).
1947 — Yngvar Bryn, atleta e patinador artístico norueguês (n. 1881).
1956 — Alben W. Barkley, político norte-americano (n. 1877).
1974 — Agnes Moorehead, atriz estadunidense (n. 1906).
1982 — Lester Bangs, músico, jornalista e escritor norte-americano (n. 1949).
1983
George Balanchine, dançarino russo (n. 1904).
Muddy Waters, músico norte-americano (n. 1915).
1989 — Sergio Leone, cineasta italiano (n. 1929).
1994 — Roland Ratzenberger, automobilista austríaco (n. 1962).
1999 — Darrell Sweet, músico britânico (n. 1947).
2001 — Maria Clara Machado, dramaturga brasileira (n. 1921).
2002 — Charlotte von Mahlsdorf, travesti alemã (n. 1928).
2003 — Aureliano Chaves, político brasileiro (n. 1929).
2006 — Jean-François Revel, filósofo, escritor e jornalista francês (n. 1924).
2007
Gordon Scott, ator norte-americano (n. 1927).
Grégory Lemarchal, cantor francês (n. 1983).
2009 — David Picão, religioso brasileiro (n. 1923).
2010 — Paul Augustin Mayer, cardeal alemão (n. 1911).
2011
Ernesto Sabato, escritor argentino (n. 1911).
José Massa, político brasileiro (n. 1943).
2017 — Belchior, cantor e compositor brasileiro (n. 1946).
Liturgia Católica
São José Benedito Cottolengo, acolhia as pessoas carentes de amor. Hoje, lembramos São José Benedito Cottolengo que nasceu em Bra, na Itália, onde desde de pequeno demonstrou-se inclinado à caridade. Com o passar do tempo e trabalho com sua vocação, tornou-se um sacerdote dos desprotegidos na diocese de Turim.

Quando teve que atender uma senhora grávida, que devido à falta de assistência social, morreu em seus braços; espantado, retirou-se em oração e nisso Deus fez desabrochar no seu coração a necessidade da criação de uma casa de abrigo que, mesmo em meio às dificuldades, foi seguida por outras. Esse grande homem de Deus acolhia pobres, doentes mentais, físicos, ou seja, todo tipo de pessoas carentes de amor, assistência material, físico e espiritual.

Confiando somente nos cuidados do Pai do Céu, estas casas desde a primeira até a verdadeira cidade da caridade que surgiu, chamou-se “Pequena Casa da Divina Providência”. Diante do Santíssimo Sacramento, José Cottolengo e outros cristãos, que se uniram a ele nesta experiência de Deus, buscavam ali forças para bem servir aos necessitados, pois já dizia ele: “Se soubesses quem são os pobres, os servirias de joelhos!”.

 

error: Content is protected !!
%d blogueiros gostam disto: